Teresa Inês ' Blog

28.9.06

Boeing

A Boeing produz aviões para as companhias aéreas, sendo neste momento a segunda maior empresa líder nesta área.
Apesar de todos os erros cometidos pela Boeing, esta ainda continua a obter lucros mas a liderança de mercado já a perdeu para a Airbus, isto não se verificou por mérico da Airbus mas por demérito da Boeing.
Da história da Boeing podemos verificar que era a líder de produção durante a Segunda Guerra Mundial e líder de mercado com cerca de 60% do mercado.
O primeiro avião comercial foi produzido pela Boeing, o 707. Foi a empresa que também produziu o primeiro avião a ser concebido por computadores em meados de 1990, o 777.
Em 1999, a Boeing perde o domínio do mercado com a redução de 30% da produção, aqui começam as perdas.
A situação piora-se com a aquisição da Mcdonnell Douglas.
Mas porque é que a Boeing não conseguiu recuperar?
A produção que era efectuada através do sistema informático era uma confusão.
De seguida, surgem os problemas com a produção do 737, do 747 jumbo, do 757, do767 e do 777.
Por outro lado, existiam atrasos na produção e entregas. Com todos estes problemas os investidores retiraram os seus créditos, o que agravou toda a situação.
Outro grande problema, foi o facto da Boeing se ter preocupado demasiado com a concorrência ignorando os seus problemas internos. Como se encontrava obcecada por ser pioneira nas invenções não conseguia ser eficiente, por sua vez, os custos eram elevados, não conseguiam passar as suas invenções para a realidade, a arrogância dos dirigentes da empresa dificultava a comunicação e os trabalhadores não conseguiam acompanhar as inovações.
Mas a principal falha da Boeing foi o facto da
Boeing definiu as características do seu produto em função do que achava que os consumidores desejavam.
A boeing não se preocupou o que realmente as companhias queriam num avião, apostava em inovação ao nível da alta tecnologia e não conseguia produzir o que queria. Desta forma, a Airbus aproveitou. Neste momento, a Boeing consegue sofreviver , uma vez que, as companhias americanas efectuam as suas encomendados à Boeing.
A Boeing ainda é lider de mercado, mas neste momento só de aviões de guerra.

21.7.06

Castelo do Bode
  • Barragem

A barragem de Castelo do Bode é uma das mais importante barragens portuguesas. Faz parte do conjunto de barragens da bacia do Rio Zêzere, em Portugal, tendo a montante a Barragem da Bouçã. Situa-se nos limites dos concelhos de Tomar e Abrantes no distrito de Samtarém. É uma das mais altas construções de Portugal.

A sua extensão é de aproximadamente 60km. Com esta reserva de água é feito o abastecimento de cerca de 3milhões de pessoas na área de Lisboa.
Esta barragem foi construída na década de 50 quando se começa a procurar a exploração dos recursos hidráulicos. A razão da sua construção era a retenção de águas provenientes da Serra da Estrela, produzindo, desta forma, energia eléctrica.

  • Albufeira

A maior albufeira de Portugal é designada de Albufeira do Castelo do Bode.
A albufeira de Castelo do Bode é de uma beleza natural incrível e, como esta, muitas outras se encontram no nosso país.


A albufeira localiza-se numa área de precipitação média anual de 1200 mm. O caudal integral médio anual é de 2 352 000 000 m3. O caudal de cheia milenar é de 4 750 m3/s. O nível de pleno armazenamento (NPA) é de 121 m, e o nível de máxima cheia (NMC) de 122 m. A área da albufeira ao nível de pleno armazenamento é de 32 910 000 m2. A capacidade total é 1 095 000 000 m3, mas a sua capacidade útil é só de 900 500 000 m3.

  • Central Hidroeléctrica

A barragem dispõe de uma central hidroeléctrica, com três grupos geradores de electricidade. A potência instalada é de 139 MW, e a energia produzida em ano médio atinge 390 GWh.

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Alguns dados foram retirados de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Barragem_de_Castelo_de_Bode

Convento de Cristo

Dentro das Muralhas do Castelo dos Templários encontra-se o Convento de Cristo.
O Convento de Cristo é monumento nacional e património mundial da UNESCO.
O Convento de Cristo foi constituído por um conjunto de templários e, era posse da Ordem de Cristo.

A sua arquitectura caracteriza-se pela construção da primitiva e singular charola octogonal do séc. XII. Esta, com influências do Oriente. Mais tarde, no séc. XVI, é adaptada a capela-mor da nova construção manuelina. Intervieram na construção do Mosteiro os mestres como Diogo de Arruda, João de Castilho, Diogo Torralva e Filipe Terzi.

Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo se dilata. Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lideraram os destinos de Portugal. Durante o governo do infante D. Henrique foram construídos dois claustros góticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem. Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela da Sala do Capítulo, de Diogo de Arruda (cerca de 1510). Mais tarde, D. João III pretende fazer profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em monges contemplativos; é a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vão continuar através de vários reinados, até ao século XVIII, deixando marcas de diversas tendências artísticas. O Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos da arte do Românico, templária, do Gótico e do Manuelino, ao tempo das Descobertas, do Renascimento Joanino, do Maneirismo, nas suas várias facetas e, por fim, do Barroco, presente em vária ornamentação arquitectónica.

Castelo dos Templarios


Este castelo foi mandado erguer por Gualdim Pais (mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal) no séc. XII e tinha por finalidade um sistema defensivo-ofensivo da reconquista de território aos muçulmanos. Na construção da Torre de Menagem foram utilizadas lápides romanas. Este é o famoso Castelo dos Templários, uma vez que, os seus habitantes pertenciam à Ordem do Templo.
Este fantástico edifício revela a mais avançada arquitectura militar da sua época realizada na terra santa. Toda essa arquitectura é visível nas muralhas (duas cintas de muralhas), nas torres redondas e a maravilhosa Charola inspirada no Templo de Jerusalém.
Os seus cavaleiros eram os cavaleiros templários que batalhavam com a finalidade de expandir a religião cristã.
Mais tarde, a Ordem do Templo ou dos Templários deu origem à Ordem de Cristo e, ainda mais tarde, deu origem à Ordem dos cavaleiros de Cristo.

12.7.06


Irmãos na Chefia da Polónia

(nesta imagem pode-se ver o Palácio da Cultura, um presente que Estaline deu à Polónia)

Esta é uma breve referência que pretendi fazer devido a considerar engraçada a notícia.
A Polónia neste momento é presidida por um professor de direito com o nome de Lech Kaczynski. Trata-se de um político de elevada experiência na luta pela democracia.
Por outro lado, temos o seu irmão gêmeo, Jaroslaw Kaczynski, na chefia do governo polaco.
Esta situação ocorreu, uma vez que, os polacos querem uma Polónia solidária e não liberal, e, por sua vez, também pretendiam um presidente honesto, que lute contra a delinquência e a corrupção.

9.7.06

As relações com a China

Desde a reforma da China que as relações comerciais entre esta e a UE aumentaram quarenta vezes mais. Em 2002 a China torna-se o terceiro parceiro comercial da UE.
Desta forma, retrato alguns exemplos de situações que se verificam nas relações comerciais onde está envolvida a China e a forma como esta é, a meu ver, beneficiada.
  • O negócio dos restaurantes chineses em Portugal:

A ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Economica) efectuou recentemente a "Operação Oriente". Esta foi constituida por 64 brigadas que visitaram de surpresa 15 restaurantes no norte do país, 12 no centro, 20 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 11 no Alentejo e 6 no Algarve. (Pergunto-me: e os outros? Todos sabemos que existem muitos, mas muitos mais.)

Devido a esta operação constatou-se que 89% dos restaurantes inspeccionados não cumpriam as regras. A taxa média de incumprimento noutro tipo de estabelecimentos de restauração é de 28 a 38 %.

Nomeadas falhas foram detectadas sendo as mais importantes nos rótulos em Português, falta de condições de higiene, alimentos fora do prazo e estragados (duas toneladas e meia de produtos). Deste processo resultaram 113 contra-ordenações e 3 processos crime contra os proprietários dos restaurantes chineses. Devido a todas estas condições que aparentemente os clientes não têm conhecimentos, estes mesmos clientes poderiam obter diversos problemas de saúde.

Pelo facto de ter sido tornado pública a notícia o volume de negócios dos restaurantes chineses reduziu cerca de 40 a 50%, chegando mesmo alguns a fechar por falta de clientes.

Perante toda esta situação, a embaixada chinesa em Portugal contestou a operação junto da ASAE. Por sua vez, a comunidade chinesa e a Comissão para a Igualdade Contra a Discriminação Racial acusaram a autoridade de potenciar a xenofobia e a estigmatização dos chineses.

Perante isto pergunto-me: como é possível que os chineses tentarem "envenenar" os portugueses e nós ainda serem os culpados?

  • Desbloqueio dos produtos têxteis chineses

O sector textil era um dos sectores que garantia a estabilidade económica.

Com o desbloqueio dos produtos têxteis chineses, as empresas têxteis vão se deparar com grandes dificuldades e considera-se mesmo que só consigam ultrapassar a crises as empresas que têm uma marca.

É preciso ter em conta que o sector dos têxteis emprega cerca de 2,56 milhões de trabalhadores na UE, o que representa cerca de 170 mil empresas. Na situação nacional, verifica-se que neste sector são empregues 250 mil trabalhadores mas cerca de 1,5 milhões de trabalhadores encontram-se ligados ao sector.

Vamos verificar com a crise dos têxteis que várias regiões vão ficar na miséria.

Os têxteis chineses vão ser vendidos a baixo custo, pois a sua produção é muito barata e se não fossem as margens dos importadores e distribuidores poderiam ser ainda mais baratos.

As fábricas portuguesas tiveram elevados custos na formaçao dos seus trabalhadores e na modernização da sua produção, para além de produzirem com qualidade muito superior face a produção proveniente da China, vê-se agora em dificuldades devidos aos baixos preços dos produtos têxteis chineses.

  • o Ferrari

Não poderia deixar de referir esta situação de que tive conhecimento no telejornal nos últimos tempos.

A Ferrarri no último modelo que lançou produziu 6 carros. Apareceu um setimo. Uma cópia da China.

Este país teve grande parte do seu desenvolvimento e crescimento com base na cópia dos produtos dos outros países.

Agora pergunto-me onde estão as patentes? Para que servem? Como pode este país ser assim tão beneficiado face aos outros?Como é que os outros países podem permitir que isto se verifique?

A minha classificação perante todas estas situações é a de concorrência desleal pois as regras só existem para alguns e parece que só podem ser aplicadas a alguns.

5.7.06

INDIVIDUALISMO

O nosso comportamento por vezes não é o mais correcto e, só quando nos confrontamos com determinadas situações é que o verificamos. Os valores éticos e morais são valores que nunca poderão ser postos de parte, uma vez que, estes são a base de toda e qualquer sociedade.
"Aconteceu a uma grande amiga minha ter uma filha deficiente profunda que requeria muita atenção e cuidados permanentes. Entre outras dificuldades graves a criança tinha necessidade de uma cadeira de rodas especial que, por ser muito larga, mal cabia no passeio da rua.
Para levar a criança a passear esta minha amiga precisava de ter o caminho livre e, acima de tudo, de um lugar de estacionamento mesmo em frente da porta.
Falou para a Cãmara de Lisboa e obteve facilmente esse direito e as placas indicadoras de estacionamento para deficientes. Até aqui tudo bem. O pior vem depois.
De cada vez que a minha amiga tinha necessidade de sair de casa com a filha, fosse para uma urgencia de hospital ou para ir até ao jardim mais perto, era certo e sabido que, quando voltasse havia sempre um carro estacionado no seu lugar. Por uma questão de impossibilidade física, a minha amiga não podia estacionar ao fundo da rua e, muito menos, ficar a dar voltas e voltas à procura de outro lugar.
Durante os sete anos de vida daquela crianças raros foram os dias em que alguém respeitou o sinal de estacionamento.
O mais incrível e que ao longo destes anos todos, nenhum dos prevaricadores teve a mais pálida noção do sofrimento acrescentado que trouxe a toda aquela família por uma questão de puro egoísmo ou comodismo. Nem mesmo aqueles que foram multados ou rebocados.
Os nervos, a impotência, a angústia e a raiva que consumiram pai e mãe de cada vez que tentavam chegar a casa são indizíveis. Se calhar só quem viveu sete anos com uma criança capaz de chorar dia e noite durante meses seguidos, uma criança que não se sentava sozinha, que se alimentava por um tubo, que não falava e mal podia sentar-se é que entende a perversidade da situação.
Acredito que as pessoas que estacionam carros em lugares destinados a deficientes não o façam por maldademas, na verdade, é disso que se trata. No mínimo revela um profundo desrespeito e no máximo uma forma perversa de viver em sociedade."
Laurinda Alves